Soprou a poesia grave do trombone, marcou o tempo com as pinceladas dos outros metais e ainda se manteve de pé estremecido pela percussão. Naquele espaço o lugar mais próximo era a música.
Espectadores
Os muros da cidade aprisionam monstros, feras e verdugos que assistem furiosos a liberdade desajeitada dos seres civilizados comprometidos com a ilusão de suas missões.
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Sistema
A cápsula arrastava a sua lataria, chacoalhava mentes trincadas que viam o abate pelos vidros e todo sonho que se passa e passa.
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Vibrâncias
O bolor da tarde dourava as alucinações das vidas caprichosas. Era o prelúdio das lendas noturnas.
Psicodália 2015
Apresentação da banda Somba no festival Psicodália, dia 14 de fevereiro, em Rio Negrinho, Santa Catarina.
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Relógio
À sombra da torre e seu símbolo, os ponteiros seguiam lembrando a coisa vã cronológica até a prometida eternidade.
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Natal tropical
Era início de novembro e havia um papai noel coca-cola nórdico em uma marquise, próximo a lojas de temáticas africanas.
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Vespertino
A tarde de luz queima o senso, faz brilhar prantos silenciosos, delírios miúdos, tudo por quase nada.
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Em curso
Foi na época do inverno, quando pintaram no céu vazado pela luz a beleza provisória do instante que não volta nunca mais.
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Protocolos
Prestou o favor com gentileza interessada. Aguardou a recompensa, assinou a promissória do favorecido e se lambuzou das alegrias das expectativas.
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Linhas
Sombreia a Praça Sete, projeta suas curvas no coração de Belo Horizonte. Entre as avenidas Afonso Pena e Amazonas, ergue-se a lembrança edificada das montanhas do arraial feito capital das Gerais.
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